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Prevenção: uma idéia para salvar a sua vida

          O IBGE, em 2009, apresentou 73,17 anos como a expectativa de vida para o brasileiro e, em torno de 78/80 anos, para habitantes de países desenvolvidos. Nem sempre foi assim. No Império Romano, a vida média de uma pessoa compreendia cerca de 30 anos. Esse número ainda permanecia na França no ano 5d.C. Na Europa, em 1900, vivia-se em torno de 45 anos. O acréscimo de anos à existência de um ser humano cresceu 145% no século XX.

          As razões para a longevidade, no mundo atual, estão agrupadas em um conjunto representado por fatores, como o clima mais frio (segundo pesquisas), alimentação adequada (pouco sal e gordura), prática de exercícios físicos e mudança de estilo de vida (menos estresse, principalmente). Uma simples medida pessoal, o ato de lavar as mãos, defendida pelo médico húngaro Ignay Semmelweis, em meados do século XIX, salvou muitas vidas, mesmo que sua orientação tenha sido ironizada na época. Somente há 150 anos, Louis Paster comprovou que germes provocam doenças e reafirmou que esse ato simples preserva milhares de vida. Hoje continua como forte elemento de preservação da saúde (prevenção de gripes e diarréias, por exemplo).

          Nascer, crescer, reproduzir e morrer é o ciclo vital do ser humano. Uma constante realidade que pode sofrer interferência de acordo com os cuidados dedicados à saúde durante o viver. Além da alimentação balanceada, a prática de exercícios físicos, o não consumo de álcool e tabaco e o uso de medicação adequada, com orientação médica, surge à prevenção de doenças como elemento crucial para garantir qualidade e mais anos à vida humana.

          Os brasileiros não adotaram ainda o check-up anual como elemento fixo em sua agenda. Muitos alegam que não o adotam por falta de necessidade, pois se sentem bem; outros, por falta de tempo ou de dinheiro. Essas afirmações não justificam o descuido com a saúde. Mesmo sem sintomas, muitas doenças, como o câncer, são traiçoeiras, silenciosas e indolores, num primeiro estágio. São imperceptíveis ou seus pequenos sinais são ignorados, considerados pequenas indisposições curadas, geralmente,  por automedicação. Falta de tempo? Não! Não há falta de tempo; há falta de vontade. Tudo na vida é escolha. Pode-se escolher cuidar da saúde ou trabalhar sem se preocupar com o futuro. Se a consulta médica particular é cara, existe o atendimento público de saúde, geralmente disponível nos Postos de Saúde dos bairros ou nos serviços de Saúde da Família. O atendimento pode demorar, mas acontece.

          O homem precisa usar seu cérebro extraordinário em seu próprio benefício. Os cuidados preventivos com a saúde devem ser prioritários em seu pensamento. De que adianta ter compromisso com trabalho, viagem, festa, se não reserva tempo para cuidar de si mesmo? Ao ter instalada em seu corpo uma doença grave, dinheiro nenhum consegue revertê-la. A única possibilidade de preservar a saúde e viver mais é dedicar especial cuidado à prevenção de doenças e reconhecer que de nada adiantará recriminações, arrependimentos e culpas, se deixar passar a hora de cuidar-se ou recusar-se a fazê-lo por medo ou por subestimar sua enfermidade.

          Prevenção é a garantia de ter uma chance de maior tempo de vida, uma oportunidade de adiantar-se à doença e usar todas as possibilidades oferecidas pela medicina para agarrar-se à vida com fé e determinação.

 

Autora: Maria Auxiliadora de Andrade Vieira

 

Professora de Língua Portuguesa formada pela Universidade de Lavras - MG

 

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